A nossa personalidade é a maior residência que tem. Ela tem milhares de quartos, têm quadros, têm jardins, mas também tem lixos na nossa história. Todos nós passamos por perdas, fracassos, crises, algumas rejeições importantes, mas nós temos que aprender a gerir a nossa emoção.
Se o nosso EU visita constantemente aquela janela Killer(assassina) e nós ruminamos, chafurdamos na lama, o nosso EU tem que dar um choque de lucidez.
Na mente humana o registro não depende da vontade consciente do EU. Você pode negar as pessoas que estão ao seu redor, você pode excluir de maneira inadequada e desinteligente às suas origens, você pode fugir do mundo, mas você nunca pode deixar de ter uma história, porque a sua história não é patrocinada apenas pela vontade do EU, mas pelo biógrafo inconsciente que eu chamo de fenômeno RAM: Registro Automático da Memória.

Todos os dias ele arquiva milhares de pensamentos e emoções: Saudáveis ou doentias.
Quando existe uma experiência com alto volume emocional como uma traição, uma rejeição, um abandono social; o biógrafo, o fenômeno RAM registra uma janela Killer (assassina) Duplo P ou Traumática Duplo P.

Eu desenvolvi esse termo, porque algumas experiências têm DUPLO PODER; poder de ser inesquecível e poder ser lida e relida. E quanto mais lida e relida, mais o fenômeno RAM registra de volta as experiências ou os pensamentos perturbadores, expandindo o núcleo traumático, isso se torna um cárcere mental. Por isso janela Killer, janela traumática, com Duplo Poder, Duplo P.
As pessoas têm dificuldades de perdoar os seus desafetos, dificuldades de esquecer quem as feriu porque a janela Killer Duplo P está no centro consciente da memória, volte e meia aquilo vem à tona, e isso se torna um cárcere tão grande que quando a pessoa pensa no inimigo, nos desafetos, em que a feriu, detona o gatilho que é um fenômeno inconsciente, abre essa janela no meio de milhares ou centenas de milhares de arquivos ela é encontrada; o volume de tensão faz com que o terceiro fenômeno, a Ancora da memória, se instalem milhares de outros arquivos com milhões de dados não são acessados.
Então como perdoar se você gravita na órbita da pessoa que te feriu. Se você rumina mágoas e frustrações é como se alguém te convidasse pra você visitar a sua casa e ao invés de você ver salas, jardins móveis, quadros, você você vai até a cozinha e coloca a sua cabeça, enfia a cabeça na lata de lixo daquela residência.
A nossa personalidade é a maior residência que tem, ela tem milhares de quartos têm quadros têm jardins mas também tem lixo na nossa história. todos nós passamos por perdas, fracassos crises algumas rejeições importantes, mas nós temos que aprender a gerir a nossa emoção.
Se o nosso Eu visita constantemente aquela janela KYLLER e nós ruminamos, chafurdamos na lama, o nosso Eu tem que dar um choque de lucidez. – Eu discordo, eu discordo de ser escravo do meu passado. eu duvido de que não serei livre e eu determino estrategicamente ser protagonista da minha história.
Então eu duvido das minhas crenças, eu critico idéias perturbadoras e eu determino ser protagonista.
Se eu faço isso, eu deixo pouco a pouco de gravitar na órbita do outro, da outra, porque eu enxerto novas experiências nas janelas traumáticas.
Então por favor, você duvide que você não consiga perdoar essa pessoa, critique os seus pensamentos perturbadores e eleve as suas ideias a tal ponto que se a pessoa te magoou ou feriu ela não era feliz, porque é uma pessoa feliz e bem resolvida não sai machucando, ferindo, atirando, não sai constrangendo os outros.
Só uma pessoa infeliz patrocina a formação de pessoas infelizes. Então se ela te feriu, no minimo a tua paz vale ouro, o resto é insignificante.
Você nunca vai esquecer seu desafeto, o que ele fez, mas você vai deixar de viver uma mente asfixiada, uma emoção desértica e vai construir um oásis onde antes não se plantava flores.

 

AUGUSTO CURY

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