” Aqueles que realmente desejam viver têm que correr muitos riscos. Têm que se mover sempre no desconhecido e aprender uma das lições mais fundamentais da vida: que não existe lar, que a vida é uma peregrinação – sem começo, sem fim. A vida é um movimento constante, nunca chega a qualquer fim – é por isso que a vida é eterna.

O único alimento da vida é o risco; quanto mais você arrisca, mais você está vivo. E uma vez que você compreenda isso – não por desespero, não por impotência, mas por uma consciência meditativa – uma vez que compreenda isso, você fica entusiasmado pela absoluta beleza dessa possibilidade.
O homem pode receber com desespero o fato de ficar sem lar, por a vida não ter segurança, mas aí perde-se todo o ponto.
E esse é todo o meu ensinamento. Eu não lhe dou uma meta, não lhe dou nem mesmo um senso de direção. Eu simplesmente o torno consciente da realidade da vida – o que ela é, como ela é.
Então, você tem a possibilidade de entrar em sintonia com a vida. Acompanhe a vida sem desejos pessoais, sem ideias de como a vida deveria ser. Deixe-a como é, relaxe.
Todas as seguranças são falsas, todas as seguranças são imaginárias. Uma pessoa o ama hoje – amanhã, quem sabe? Como você pode estar seguro sobre o amanhã? Você pode ir ao cartório e estabelecer um vínculo legal, pelo qual ele ou ela continuará sendo seu marido ou sua esposa amanhã também por causa dos vínculos legais, mas o amor pode desaparecer. O amor não conhece a lei. E quando o amor desaparece, a esposa permanece esposa e o marido permanece marido, então existe uma morte entre eles.
Por causa da segurança criamos a sociedade. Por causa da segurança sempre percorremos um caminho já aberto.
Mas a vida é selvagem. O amor é selvagem.
E Deus é absolutamente selvagem. Ele jamais virá aos seus jardins, eles são demasiado humanos. Ele jamais será encontrado nos seus caminhos que estão prontos. Ele é selvagem.
Lembre-se, a vida é selvagem.”
(Osho)

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